Início » Jogay: ‘The Walking Dead: A New Frontier’ mantém o nível da saga, mas com ressalvas

Escrito em por & arquivado em Angelo, Artigos, Gaymer Review.

Hey gaymers! Hoje vamos analisar a terceira temporada de um dos games de maior sucesso da Telltale. Mesmo que seu segundo ano não tenha sido tão impressionante quanto o primeiro, é notável uma evolução no enredo desse novo capitulo na história de Clementine – que não é a protagonista dessa vez.

Assim como seus antecessores, A New Frontier foi lançado no formato de episódios. Com as duas primeiras partes lançadas simultaneamente no dia 20 de dezembro do ano passado, e encerrando a temporada no dia 30 de maio de 2017. Acredito que já comentei anteriormente como eu ODEIO jogos em episódios, parece que compramos um produto por pedaços e uma campanha minúscula acaba durando cinco meses. Mas enfim, vamos a análise que é a parte interessante.

 

Uma nova fronteira

 

No game controlamos Javier Garcia, um jovem promissor no basebol que não consegue administrar sua carreira e manter-se próximo de sua família. O game começa em um flashback, no qual o pai de Javier acaba falecendo e o jovem não consegue chegar a tempo de se despedir. Logo de cara vemos que a família desse novo protagonista é bem problemática e vamos descobrindo os motivos das desavenças com o desenrolar da trama. Depois do pai se transformar e atacar a esposa, os familiares são introduzidos ao mundo de horror dos quadrinhos de Robert Kirkman. Alguns anos se passam e agora Javier está na estrada  com a cunhada, Kate, e seus sobrinhos, Gabe e Mariana, lutando para sobreviverem.

 

A grande sacada dessa nova temporada foi me induzir a fazer um julgamento precipitado sobre os parentes de Javier, em especial seu irmão David, mas tudo vai se esclarecendo conforme avançamos na história. As reviravoltas estão mais chocantes e suas decisões podem prejudicar ou ajudar de maneira considerável nos capítulos seguintes, mas não espere por mudanças drásticas pois sabemos como os jogos no estilo filmes interativos funcionam. As escolhas falsas ainda estão ai aos montes, porém, mais sutis. Indo na contramão das temporadas um e dois, A New Frontier não possui tantos trechos para enrolar o jogador, o que resulta em episódios curtos e dinâmicos.

 

Obviamente, a diva suprema do game Clementine também dá as caras logo no primeiro capítulo, mas sua participação é mais secundária. Os roteiristas acertaram em cheio ao moldar a personalidade dela conforme as decisões tomadas nos games anteriores, ela pode ser tanto uma garota meiga e doce quanto uma chata de primeira. Apesar do holofote principal estar voltado para Javier, Clementine brilha o suficiente em cada episódio. E até podemos jogar com ela em alguns flashbacks!

 

A jogabilidade permanece a mesma, mas o visual é decepcionante. O motor gráfico da Telltale está muito ultrapassado para a geração atual e isso pode incomodar visualmente. Não que esse aspecto possa estragar o game de modo geral, mas em certos momentos me peguei reparando em um andar robótico ou zumbis com texturas péssimas e isso prejudica a imersão. Por fim, os fãs da saga podem jogar A New Frontier sem peso na consciência, pois todo o enredo continua impressionando, ainda mais agora que os cinco episódios já estão disponíveis e por um precinho muito amigo.

 

 

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Angelo Prata

Futuro jornalista apaixonado pela arte do século XXI chamada de videogame. Tentando melhorar a internet um post de cada vez, este sagitariano que vos fala tem dificuldades em escolher um jogo favorito. As séries Super Mario, Resident Evil, Donkey Kong e Mass Effect estão no top da minha lista imaginária e sim, sou fã da Nintendo!