Início » A força e o poder feminino de Jack em ‘Mass Effect’

Escrito em por & arquivado em Angelo, Artigos.

Continuando nossa série especial de personagens marcantes nos games, dessa vez iremos falar sobre a enigmática Jack, a biótica mais poderosa da franquia Mass Effect. Apesar de não ter uma ligação direta com a representatividade LGBT, Jack é um exemplo do poder feminista e possui uma história triste e ao mesmo tempo chocante.

Sua primeira aparição foi em ME 2, no qual a libertamos da prisão Purgatory – uma estação espacial que contém os piores criminosos da galáxia. Sim, Jack é uma das personagens mais duronas e difíceis de lidar, mas seu comportamento é apenas um escudo para esconder seu passado cheio de sofrimento.

 

Origem

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Jack foi sequestrada pela corporação Cerberus ainda criança, devido ao seu potencial precoce no uso dos poderes bióticos. Pelo que se sabe, sua mãe foi exposta ao Element Zero ainda grávida, podendo essa ser a justificativa de seus talentos. Ela foi levada para o complexo Teltin, no planeta Pragia, onde sofreu inúmeros experimentos e ficou conhecida como Subject Zero (Cobaia Zero).

O laboratório financiado pela Cerberus sequestrou centenas de crianças humanas a fim de aumentar o potencial do corpo com os implantes bióticos. Jack foi a única que conseguiu se adaptar a todos os testes tornando-se a peça central do projeto. As outras crianças mais fracas eram usadas apenas como peças descartáveis durante o processo de desenvolvimento de Jack, por isso ela acabou sendo odiada pelos outros prisioneiros.

Certo dia, as crianças se rebelaram e atacaram os guardas da prisão. Como Jack não sabia do plano, ela acabou destruindo tudo e matando inúmeros funcionários e crianças como um reflexo de seu treinamento desumano. Ela consegue fugir, porém, vários acontecimentos acabam influenciando ainda mais sua estranha personalidade.

 

Uma vida destruída

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Sem esperanças de uma vida comum, Jack se une há diversas gangues e começa a cometer crimes por toda a galáxia, até ser capturada e enviada a prisão Purgatory. Lá ela foi violentada e estuprada por vários prisioneiros. Conforme foi se recuperando, ela foi eliminando cada um de seus agressores forçando os administradores do presídio a tomarem medidas drásticas.

Devido à força de seus poderes, ela foi colocada em sono criogênico pois nenhum guarda conseguia conte-la por muito tempo, sendo libertada apenas por Sheppard, o protagonista do game.

Mesmo depois de se unir à tripulação da Normandy, o reflexo da terrível vida de Jack ainda atormenta a anti-heroína. Forçando o jogador a conquistar sua confiança pouco a pouco. No início achamos que Jack é uma verdadeira psicopata, pois suas histórias indicam seu prazer em matar e sua desconfiança de tudo e de todos, principalmente dos homens.

 

A superação

Após todos os acontecimentos do segundo game, encontramos Jack em Mass effect 3 completamente renovada, ela foi convidada pela Alliance (exército da Terra) para ser professora de combate na Grissom Academy. Lá ela ensina os jovens soldados a controlarem os poderes bióticos deixando de lado seu passado obscuro. Foi simplesmente incrível ver o amadurecimento da personagem mesmo depois de tanto sofrimento em sua trajetória.

 

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Sua atitude badass permanece, entretanto, ela se tornou um modelo para os alunos que a respeitam e se inspiram nela. Jack se transformou em um exemplo de superação e da força feminina nos games, conquistando os corações dos gaymers no mundo todo.

 

Te amamos Jack

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Angelo Prata

Futuro jornalista apaixonado pela arte do século XXI chamada de videogame. Tentando melhorar a internet um post de cada vez, este sagitariano que vos fala tem dificuldades em escolher um jogo favorito. As séries Super Mario, Resident Evil, Donkey Kong e Mass Effect estão no top da minha lista imaginária e sim, sou fã da Nintendo!