Início » Gaymer review: Life Is Strange

Escrito em por & arquivado em Angelo, Gaymer Review.

Logo na exibição do trailer, o segundo jogo da produtora Dontnod Entertainment (Remember me) me cativou com a promessa de uma história emocionante, em que nossas escolhas podem interferir diretamente no destino dos personagens. Lançado em formato episódico, Life Is Strange tem seus pontos positivos, mas tropeça em vários aspectos, o que acabou frustrando parte da experiência. Os capítulos foram lançados com intervalos médios de dois meses, com a primeira parte liberada dia 29 de janeiro deste ano. O preço também estava bem atrativo, R$ 40,00 a temporada completa na PSN e na Live, e R$ 36,99 na Steam. Mesmo torcendo o nariz devido ao grande hiatus entre os episódios, resolvi entrar na “onda” dos jogos lançados em partes.  

 

Uma Amizade que nunca se foi

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Max Caufield acaba de voltar para sua cidade natal após quatro anos, para cursar a sua paixão, fotografia. Em uma das aulas, ela “sonha” com um tornado gigante destruindo a cidade. Quando vai ao banheiro do colégio para espairecer, ela vê uma garota ser assassinada a tiros por outro aluno e, ao tentar impedí-lo, descobre que consegue voltar no tempo. Max percebe mais tarde que a garota que quase morreu era sua amiga de infância Chloe, que não via desde que foi embora da cidade e tornou-se uma pessoa totalmente diferente do que conhecia, devido a vários acontecimentos que são explicados durante o desenrolar da trama. Chloe conta que Rachel, sua melhor amiga desde que Max foi embora, desapareceu. As duas saem em busca de pistas para encontrar a garota, além de lidar com os problemas em suas vidas pessoais.

 

gaymer review life is strangeO jogo da a entender que o sentimento entre Chloe e Max vai além da amizade

 

A história é o ponto alto do jogo, e a  interação entre os diferentes personagens deixa o game mais atrativo. Podemos usar as habilidades da protagonista para dar diferentes respostas durante os diálogos evitando possíveis brigas. Em vários momentos Max precisa pegar algum objeto ou conseguir alguma informação. Dizendo a coisa errada, ela pode conseguir a informação correta e usá-la após retroceder a conversa.   Toda  boa história teen possui bastante drama. Max sofre bullying, tem que aturar o valentão e a patricinha do colégio e ainda ajudar aqueles que precisam, demonstrando que Max tem uma personalidade totalmente oposta a de sua amiga Chloe. Não espere por grandes desafios, o foco aqui é a  sua interação com o enredo, não fazemos nada além de andar por aí voltando no tempo e resolvendo alguns puzzles.

 

Rebobina gaymer review life is strange

 

O game sempre vai te sinalizar quando você tomar alguma decisão que terá consequências futuras, mas só poderá mudá-la durante o trecho que estiver jogando, por exemplo: se você contar ao diretor que viu um aluno armado dentro do banheiro e sair do prédio, não será possível alterar aquela decisão. Isso acaba deixando o jogador apreensivo e curioso. Sempre com aquela ansiedade para saber se fez a coisa certa.   É praticamente impossível não fazer comparação com o filme Efeito Borboleta (2004), que utiliza desta mesma temática. Quem já assistiu, dificilmente vai se surpreender com vários acontecimentos do game (sim, estou me referindo ao final do episódio três). Apesar de ter uns momentos legais, o vai e vem no tempo acaba se desgastando e ficando chato, principalmente próximo do final. São muitas decisões durante a história com consequências mínimas, e uma pequena porcentagem que altera o desfecho da cena para te surpreender.  

 

Vale a pena?

 

Não é de hoje que os estúdios utilizam a premissa de decisões para chamar atenção. Até porque, interatividade é sinônimo de videogame. Sempre me encho de expectativa quando um jogo se propõe a me dar a oportunidade de escolher meu destino durante a jogatina, e infelizmente poucos conseguiram. Há  grande possibilidade do jogador se emocionar com a história de Max e Chloe. Em contra partida, pode se decepcionar ao ver que suas escolhas, na realidade, não fazem diferença alguma.

 

Jogay no PS3

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Angelo Prata

Futuro jornalista apaixonado pela arte do século XXI chamada de videogame. Tentando melhorar a internet um post de cada vez, este sagitariano que vos fala tem dificuldades em escolher um jogo favorito. As séries Super Mario, Resident Evil, Donkey Kong e Mass Effect estão no top da minha lista imaginária e sim, sou fã da Nintendo!